Kombucha: Manual de Cuidados Iniciais

Kombucha: Manual de Cuidados Iniciais

O chá milagroso

O que você vai precisar para preparar o seu Kombucha:

  • 1 recipiente de vidro que comporte 1l (com a boca larga)
  • 1 xicara de açúcar da sua preferência
  • 4-6 sachês de chá verde ou chá preto
  • Água mineral e/ou fervida e esfriada
  • ½ xícara de chá de vinagre de maça (apenas na primeira vez)
  • 1 pano limpo e elástico para cobrir o pote
  • Muito amor, carinho e paciência!

 

Assim que receber o seu Kombucha – Primeira Fermentação:

Ferva bem a água (500ml a 1 litro), se for água corrente deixe ferver por 3-5min, para retirar o cloro. Prepare o chá bem forte! Pode misturar o açúcar já nesta fase, assim ele irá diluir melhor. Espere o chá esfriar totalmente, retire os sachês do chá, e coloque o chá no recipiente que irá utilizar para fermentar o kombucha, então adicione ½ xicara de vinagre de maça (apenas na primeira vez, quando recebeu seu novo scoby) e coloque o seu scoby. Atenção! Não lave o scoby antes de colocá-lo no chá, a colônia já “está estressada” pela viagem, não é necessário fazer nenhum tipo de higienização. Tampe-o com a pano e prenda com um elástico na borda. Agora a fermentação dura de 14-21 dias em média, deixe em um local escuro e não mexa no pote! Você irá notar que pelo 10° dia já iniciará a formação de um novo scoby na superfície. Assim que completar essa primeira fermentação, você retira seu novo scoby e recomeça todos os passos, mas desta vem SEM o vinagre. Não jogue a sua primeira muda de kombucha fora, com o tempo ela irá se juntar as novas.

 

Segunda Fermentação:

A fermentação do kombucha é dividida em duas etapas, a primeira que foi descrita acima, e a segunda, que é quando adicionamos o “gosto”. Separe o chá da primeira fermentação em garrafas e encha-as até a metade, ou um pouco menos. Não é necessário que tenha boca larga, pois você vai utilizar apenas o produto da fermentação, e não os scobys. Prepare um suco forte, de sua preferência e adoce-o com açúcar. Use o suco para completar a outra parte da garrafa, feche-a bem e deixe fermentar em um local escuro, a temperatura ambiente, por mais 5 a 7 dias. Passados esses dias coloque as garrafas na geladeira, já pode apreciar o seu KOMBUCHA!

 

Cuidados especiais:

O Kombucha fermenta em temperatura ambiente, não o coloque na geladeira!

Quanto menos mexer no recipiente de fermentação, melhor, pois a cada fermentação se formará um novo scoby na superfície. Se você mexer muito pode ser que demore mais, ou não forme este novo scoby.

É normal a formação de uma “sujeirinha marrom” boiando junto ao chá, são da sedimentação do chá usado e poderá aderir ao biofilme, se quiser pode lava-lo, mas não é obrigatório, ele não está contaminado. Recomende que não lave antes que ter um scoby razoavelmente grande.

Não use água alcalina para preparar o KOMBUCHA! Ele precisa do PH baixo para a sua fermentação e para evitar que que mofo ou leveduras externas se desenvolvam enquanto o chá é preparado.

 

Perguntas frequentes:

É normal o scoby boiar? É normal o scoby afundar?

Sim! Ambos são normais, dependendo da situação ele vai boiar ou final do fundo, não tem nenhum problema!

 

Não me responsabilizo por uso indevido do produto, procure um médico ou nutricionista sempre que tiver alguma dúvida. Como qualquer ser vivo, se não for bem cuidado a colônia pode vir a morrer, então cuide bem do seu Kombucha!

Uma microbiota intestinal saudável é a chave para prevenção do câncer

Uma microbiota intestinal saudável é a chave para prevenção do câncer

Imagem retirada do próprio artigo.

Artigo traduzido e adaptado por Juliana Praetorius Buchweitz.

Autor Ty Bollinger, conferir o texto na língua original.
Publicado dia 22 de julho de 2013.

O seu sistema imunológico e seu papel na prevenção do câncer realmente não recebem a atenção que merecem no paradigma dominante da medicina alopática.

Você seria duramente pressionado para encontrar um médico convencional ou perito médico que supostamente tem conhecimento suficiente para falar sobre a imunidade natural, no contexto de manter seu corpo livre de câncer. Porém não seria tão perito quanto poderia.

E, no entanto esta informação é de vital importância. Na verdade, este provavelmente é o aspecto mais negligenciado da prevenção do câncer que não está sendo falado pelo sistema médico convencional hoje. Supondo que você está recebendo todos os nutrientes que você precisa de alimentos e suplementos (e seu corpo esta efetivamente se livrando das toxinas), seu sistema imunológico deveria ser totalmente capaz de, por conta própria impedir naturalmente câncer de se instalar.

Então, porque não é este o caso para as dezenas de milhares de norte-americanos que são diagnosticadas com câncer a cada ano? A resposta poderia estar em um componente subestimado de seu sistema imunológico que está apenas começando a quebrar o molde tradicional de pensar sobre esta questão fundamental: microbiota intestinal.

Bactérias intestinais benéficas e Imunidade: Você está protegido?

Dentro de seu trato intestinal viver incontáveis trilhões de diversos micro-organismos que ajudam a digerir os alimentos adequadamente e proteger seu corpo contra bactérias nocivas. Este “ecossistema”, formado por bactérias benéficas, é muitas vezes chamado na literatura científica como o microbiota humano.

Um intestino saudável tem um papel importante tanto na reparação quanto na prevenção da doença.

Um estudo de 2011 publicado na revista Expert Review of Anti-infective Therapy explica em mais detalhes como o corpo humano depende de uma microbiota saudável para combater agentes infecciosos. Esta microbiota funciona em sinergia com o resto do sistema imunológico do organismo para prevenir a doença. Isso significa que esses minúsculos micro-organismos se fundem com o seu próprio ser, em um esforço coordenado para manter a homeostase, ou um estado saudável de equilíbrio e estabilidade.

Mas há muitas coisas que podem interferir com o funcionamento adequado da sua microbiota. Dentre elas má alimentação (alimentos processados são compostos “mortos” e não possuem as enzimas e bactérias necessárias para a saúde da sua microbiota), a poluição ambiental, o estresse crônico, falta de sono, e medicamentos como antibióticos.

Antibióticos, você deve saber, matam não apenas os agentes patogênicos prejudiciais, mas também as bactérias boas que seu corpo precisa para a função imunológica adequada.

Quando a microbiota intestinal de uma pessoa é danificada ou tirada do seu equilíbrio, temos condições adequeadas para formação de doenças.

Com o câncer, especificamente, a ciência está agora descobrindo como uma microbiota comprometida pode desencadear uma cascata de falhas do sistema imonológico em todo o corpo que, em muitos casos, leva ao crescimento do tumor e câncer.

Disbiose, inflamação e Câncer

Um estudo publicado no início deste ano na revista Science Translational Medicine demonstra a forma como uma disbiose ou uma “falha” na microbiota para sincronizar-se com o resto do sistema imunológico pode levar à formação de câncer, ou carcinogênese.

A publicação explica como estudos epidemiológicos têm relacionado danos na microbiota como um importante fator de risco no desenvolvimento do câncer.

Os investigadores acreditam que a disbiose intestinal pode provocar uma resposta inflamatória no trato gastrointestinal (GI) que, se não for tratado, pode conduzir a doenças do intestino tais como a doença de Crohn ou câncer colo-retal.

A microbiota gastrointestinal ajuda a proteger a mucosa intestinal e serve como “porteiro”. Eles (as bactérias) permitem que os nutrientes passem para a corrente sanguínea, bloqueando agentes patogênicos e toxinas que causam doenças.

Por isso,  faz sentido que uma falha na microbiota seja nada menos do que algo catastrófico.

Disbiose intestinal também tem sido associada a muitas outras formas de câncer,  como os cânceres da mama e do fígado. As várias respostas inflamatórias gerados por uma disbiose intestinal parecem ser de natureza sistêmica. Isso significa que eles afetam uma gama de sistemas em todo o corpo – tanto no intestino quanto fora dele.

A relação íntima entre a microbiota intestinal e o sistema imunológico é reconhecidamente complexa. Mas pode ser resumida assim: para que o seu sistema imunológico possa combater de forma eficaz e prevenir o câncer, sua microbiota deve estar em perfeita formada em todos os momentos. E a melhor maneira você pode garantir um intestino saudável, além de evitar os riscos que ameaçam sua integridade, é procurar alimentos e suplementos que ajudarão a enriquecê-lo.

Obtendo os probióticos que precisa

Você já deve ter ouvido sobre os probióticos antes. Esta classe de microrganismos nutritivos está finalmente ganhando atenção para seu papel na melhoria da saúde digestiva e melhora na imunidade.

Os probióticos são o que o que chamamos de alimentos “vivos”, ou alimentos que não foram “mortos” por meio do processamento, que se conservam próximos dos seus estados naturais. Probióticos também são encontrados em alimentos como laticínios fermentados (iogurte, kefir), vegetais cultivadas (chucrute, kimchi), pão de fermento real (feito a partir do arranque de estar), e até mesmo pickles (feito da maneira tradicional). Estes microrganismos são o que tornam esses alimentos altamente nutritivos e de fácil digestão.

Talvez você  não saiba, mas os probióticos vêm de uma mesma categoria de bactérias “boas” como as  que naturalmente compõem a sua microbiota. Eles são exatamente o que seu corpo precisa para repor todas as bactérias benéficas que tem sido danificadas ou que estão faltando – funcionando como o impulso que o seu sistema imunológico precisa para combater as doenças.

Alimentos cultivados ou fermentados são ricos em probióticos, combatem o câncer, e eles também contêm o que é conhecido como bactérias lácticas (lacto bactérias). Este é um tipo de probiótico que os estudos mostraram oferecer benefícios protetores específicos contra o câncer. Um estudo de 2010 publicado no International Journal of Food Sciences and Nutrition explica como bactérias lácticas e suas chamadas “substâncias celulares pro-bioativas” liberam enzimas no intestino que exercem efeitos anti-tumorais definitivos.

Outros estudos, incluindo um artigo 2013 publicado no Indian Journal of Medical Research, identificou cepas probióticas específicas, como Lactobacillus casei como um mecanismo imunomodulador baseado na ciência que ajuda a proteger o corpo contra muitos tipos de câncer e outras doenças. Lactobacillus casei é um dos probióticos mais populares disponíveis para os consumidores.

Não importa como você olha para eles, os probióticos são essenciais em qualquer regime anti-câncer e para um intestino saudável.

Se você já não esta fazendo uso delas, ou consumindo alimentos como iogurte que contêm probióticos naturalmente, você provavelmente deveria começar.

Os probióticos são apenas uma peça do quebra-cabeça anti-câncer, mas são uma peça muito importante que seu corpo simplesmente não pode prescindir.

Resumo do artigo

  • A microbiota intestinal é um componente subestimado de seu sistema imunológico que está começando a receber mais atenção.
  • Dentro de seu trato intestinal vivem trilhões de diversos micro-organismos que ajudam a digerir os alimentos adequadamente e proteger seu corpo contra bactérias nocivas. Esse benéfico “ecossistema” bacteriano é  chamado de microbiota.
  • Para que o seu sistema imunológico possa combater de forma eficaz e prevenir o câncer e outras doenças, a sua microbiota deve estar bem em todos os momentos. A melhor maneira você pode garantir um intestino saudável (além de evitar as exposições, como antibióticos), é procurar alimentos e suplementos que ajudarão a enriquecê-lo.
  • Os probióticos podem ser comprados como suplementos e também são encontrados em alimentos como laticínios fermentados, vegetais cultivadas, pão de fermento real, e até mesmo alguns pickles. Os probióticos são oriundos de uma mesma categoria de bactérias “boas” como o que naturalmente vive em sua microbiota. Seu corpo precisa dessas bactérias boas para repor possíveis bactérias que estejam faltando ou estejam em menor quantidade.
  • Cepas específicas de probióticos como Lactobacillus casei ajudam a proteger o corpo contra muitos tipos de câncer e outras doenças. Lactobacillus casei é um dos probióticos mais populares disponíveis para os consumidores.

Bactérias do intestino alimentam-se de químicos cerebrais

Bactérias do intestino alimentam-se de químicos cerebrais

Foto: Reprodução

Artigo traduzido e adaptado por Juliana Praetorius Buchweitz.

Autor Andy Coghlan, conferir o texto na língua original.
Publicado dia 1 de julho de 2016.

Foram descobertas bactérias em nosso intestino que dependem de um dos nossos produtos químicos do cérebro para a sobrevivência. Estas bactérias consomem GABA, uma molécula crucial para acalmar o cérebro, e o fato de que elas se alimentam desde composto pode ajudar a explicar por que a microbiota intestinal parece afetar o humor.

Philip Strandwitz e seus colegas da Universidade Northeastern, em Boston descobriram um novo tipo de bactéria que habita o intestino, chamada de KLE1738, eles só conseguiram que ela crescesse e se reproduzisse com moléculas de GABA.

Nada fez crescer, exceto GABA” Strandwitz disse enquanto anunciava suas descobertas no encontro anual da Sociedade Americana de Microbiologia em Boston no mês passado.

GABA atua inibindo sinais a partir de células nervosas, acalmando a atividade do cérebro, por isso é surpreendente saber que uma bactéria intestinal precisa dele para crescer e se reproduzir. Ter níveis anormais (baixos) de GABA está ligada à depressão e transtornos de humor, e este achado adiciona à evidência crescente de que nossas bactérias intestinais podem afetar nossos cérebros.

Tratamento da depressão

Um experimento em 2011 mostrou que um tipo diferente de bactérias do intestino, chamada Lactobacillus rhamnosus, podem alterar drasticamente a atividade GABA nos cérebros de ratos, bem como influenciar a forma como eles respondem ao estresse. Neste estudo, os pesquisadores descobriram que este efeito desapareceu quando removido cirurgicamente do nervo vago – que liga o intestino ao cérebro – sugerindo que de alguma forma as bactérias do intestino exercem influência sobre o cérebro.

Strandwitz está agora à procura de outras bactérias do intestino que consomem ou mesmo produzem GABA, e ele planeja testar os seus efeitos sobre o cérebro e comportamento dos animais. Esse trabalho pode eventualmente levar a novos tratamentos para distúrbios de humor como a depressão ou a ansiedade.

“Embora a investigação sobre as comunidades microbianas relacionadas a transtornos psiquiátricos possa não levar a uma cura, ele poderia ter relevância surpreendente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, disse Domenico Simone, da Universidade George Washington, em Ashburn, Virginia.

Manual Completo de cuidados com Kefir de Água

Manual Completo de cuidados com Kefir de Água

Manual Completo de cuidados com Kefir de Água

Tibi ou Tibico

O que você vai precisar para cuidar do seu Kefir:

  • 1 recipiente de plástico de qualidade (BPA Free) com tampa ou pode de vidro (cuidado pode estourar).
  • Açúcar mascavo/Demerara/Refinado (preferência mascavo de boa qualidade – orgânico).
  • Peneira com tela fina e talheres de plástico ou inox.
  • Água mineral e/ou fervida e esfriada.

Assim que receber o seu Kefir:

1. Se você receber os grãos desidratados:

Abra a embalagem com cuidado e coloque tudo dentro de um pote com água mineral (200 ml) e deixe-o hidratar por 3-4h! Você vai notar que eles praticamente vão dobrar o tamanho! Coe os grãos, jogue a água fora e coloque-os novamente dentro do pote com 200ml de água de qualidade, mas agora adicione uma colher rasa de açúcar mascavo, feche bem o pote e deixe em um local protegido. Espere 48h, esta primeira água você irar desprezar, coe os grãos e jogue a água fora. Agora repita o processo, a próxima água você pode consumir normalmente. Pode ser que demore até uma semana para os grãos voltarem a atividade normal.

2. Se você receber os grãos hidratados:

Se você receber os seus grãos já hidratados basta iniciar o processo normalmente, coloque-os em um pote com pelo menos 200ml de água e 1 colher rasa de açúcar mascavo. É recomendável desprezar a água da primeira vez que você coar.

Cuidados gerais com Kefir:

Para cada colher de sopa de Kefir utilize em média uma colher de sopa (rasa) de açúcar mascavo e 200 ou 300 ml de água. Tampe bem e deixe fermentar. Consuma nos próximos três dias! Basta coar a água e usar os grãos para nova fermentação, repetindo o processo. Com o tempo você pode ir adaptando a quantidade de água e de açúcar, de acordo com seu paladar.

Cuidados especiais com Kefir:

Não use objetivos metálicos de cobre, ferro, alumínio, estanho ou prata no Quefir. Apenas plástico ou INOX, na dúvida opte sempre pelo plástico.

Não use a água direto da torneira! Pois tem cloro e pode matar o Kefir! Se não tiver como usar apenas água mineral, ferva a água durante 2 minutos e espere esfriar para usar no Quefir. Não use água quente, ou vai matar a colônia.

O Kefir se alimenta de glicose, ou seja, açúcar. Use de preferência açúcar orgânico, mascavo ou demerara. Em algumas experiências minhas ele fermentou normalmente com açúcar normal. Em minhas últimas observações notei que eles gostam muito de um “mix” dos três tipos de açúcar! Coloquei em um pote grande açúcar mascavo, refinado e demerara! O resultado foi ótimo!

Guarde-o em um local protegido durante a fermentação, de preferência escuro e a temperatura ambiente. O Kefir de água não se dá tão bem quanto o leite em baixas temperaturas, então não o guarde dentro da geladeira, apenas quando quiser diminuir a sua atividade (não o faça por muitos dias consecutivos).

Uma informação que é importante salientar é que o Kefir não vai dobrar de tamanho na primeira semana e nem se “multiplicar loucamente”. Pode ser necessário um período de adaptação de pelo menos 1 mês até você começar a notar que a colônia começa a aumentar.

Outro fator importante para levarmos em conta é que a temperatura ideal para reprodução e fermentação do Kefir é entre 23°C e 27°C, qualquer temperatura mais fria ou bem mais quente irá influenciar no seu desenvolvimento.

Algumas perguntas mais comuns:

Alguns grãos estão boiando, eles morreram?

Não. É normal devido à fermentação o Quefir se movimentar e até mesmo boiar. Significa que os grãos estão saudáveis e em plena atividade!

Quando tempo posso deixar eles sem trocar a água?

Não deixe mais do que três ou quatro dias sem trocar a água, se for fazer tenha certeza de ter colocado bastante açúcar para que eles possam se alimentar, e mesmo assim não garanto que vão sobreviver.

Posso usar o Kefir de água no leite?

Depende! Algumas pessoas conseguem adaptar os grãos sem problema, mas sugiro que separe uma parte dos seus grãos e não todos.

Quanto devo consumir?

Recomenda-se iniciar com doses pequenas de Kefir e ir aumentando de acordo com a reação do organismo, em média 200-300 ml no início. Não existem contra indicações para o uso do Kefir, a não ser para pessoas com problemas hepáticos graves, pois como toda fermentação pode ter um percentual pequeno de álcool (varia entre 2%). Consulte um médico ou um nutricionista para maiores recomendações.

Não me responsabilizo por uso indevido do produto, procure um médico ou nutricionista sempre que tiver alguma dúvida. Como qualquer ser vivo, se não for bem cuidado a colônia pode vir a morrer, então cuide bem do seu Quefir!

Manter-se saudável pode significar aprender a amar nossos micróbios

Manter-se saudável pode significar aprender a amar nossos micróbios

Imagem retirada do site NPR.

Artigo traduzido e adaptado por Juliana Praetorius Buchweitz.

Autor Rob Stein, conferir o texto na língua original.
Publicado dia 22 de julho de 2013.

Não muito tempo atrás, a maioria das pessoas pensava que micróbio bom era micróbio morto.

Mas, então, os cientistas começaram a perceber que, apesar de alguns deles realmente poderem nos deixar doentes e até mesmo  nos matar, a maioria deles não.

Na verdade, nas últimas décadas o discurso em relação as bactérias, fungos, vírus e outros micróbios que vivem em todo o nosso corpo mudou. Agora os cientistas dizem que não só são esses micróbios, muitas vezes não são prejudiciais, como na verdade não podemos viver sem eles.

“A grande maioria deles são benéficos e realmente essenciais para a saúde”, diz Lita Proctor, diretora do programa Projeto Microbioma Humano no National Institutes of Health. O projeto trabalha para identificar micróbios nas principais partes do corpo, incluindo o nariz, intestino, boca e pele, a fim de obter uma melhor noção do papel dos micróbios na saúde humana.

Esta mudança radical começou com uma realização muito simples.

“Quando você está olhando no espelho, o que você está realmente olhando é 10 vezes mais células microbianas do que células humanas”, diz Proctor, “Em quase todas as medidas que você pode pensar, somos mais micróbios que humanos”.

A legião de micróbios é tão grande que os seus genes inundam nossos genes. De fato, 99% dos genes contidos em nossos corpos são genes microbianos.

Os cientistas estão começando a perceber que os micróbios fazem muito mais que imaginávamos por nós. Sabemos há muito tempo que nós dependemos de bactérias para digerir os alimentos. Mas há uma crescente percepção de que eles são realmente como um órgão do sistema. Proctor diz: “Você sabe, você tem seus pulmões, você tem o seu coração e, você sabe, você tem sua microbiota“.

Esta semana, os cientistas do NIH e instituições de pesquisa estão reunidos em Bethesda, Md., Para debater o papel da microbiota na doença e na saúde humana, incluindo a obesidade, comportamento, doenças cardíacas e câncer.

Talvez uma das coisas mais importantes que a microbiota faz é treinar o sistema imunológico humano, desde o nascimento.

“Ele aprende desde cedo que microorganismos são simpáticos e como reconhecer os microrganismos que não são tão amigável”, diz David Relman, professor assistente de medicina na Stanford University School of Medicine, que estuda as relações entre micróbios e humanos.

Micróbios influenciam a quantidade de energia que queimam e a quantidade de gordura que armazenamos. Há ainda evidências de que os micróbios em nossos intestinos enviam sinais que podem afetar nossas mentes. Estes sinais podem afetar a forma como o cérebro humano se desenvolve, e os nossos humores e comportamento como adultos.

As pessoas que vivem em lugares como os Estados Unidos tendem uma diversidade muito menor na microbiota do que as pessoas que vivem em países menos desenvolvidos e tomam menos antibióticos. Que, alguns cientistas pensam, poderia ser um fator contribuinte para doenças humanas.

“À medida que os organismos estão sendo perdidos, muitas doenças dispararam”, diz Martin Blaser, que dirige o programa microbiota humano no Centro Médico NYU Langone. Ele enumera diabetes, doença celíaca, asma, alergias alimentares, obesidade e distúrbios do desenvolvimento, como o autismo como problemas de saúde que se tornaram mais comuns.

Mas muitos pesquisadores advertem que ainda estamos longe de saber se a microbiota está envolvida em qualquer uma dessas doenças e condições.

“Sim, a microbiota é importante”, diz Jonathan Eisen, professor que estuda genes, micróbios e evolução na Universidade da Califórnia, Davis. “Sim, a microbiota difere entre todos os tipos de estados de saúde e doença. Mas não, nós não sabemos qual tipo de microbiota causa esses estados de saúde ou doença.”

Ainda mais importante, Eisen diz: não sabemos como consertar um microbioma, mesmo se soubéssemos o que estava errado com ele.

Ainda assim, alguns médicos já começaram a realizar transplantes de microbiota. Transplantes fecais foram usados para curar pessoas com infecções com risco de vida com a bactéria Clostridium difficile. As bactérias do intestino do paciente são substituídas por novas colônias doadas por uma pessoa saudável.

Conseguir boas bactérias para expulsar as bactérias ruins também é a ideia por trás de probióticos, que são amplamente comercializados como suplementos de saúde. Mas ainda não é claro quais desses micróbios são úteis, e para quem. O mesmo vale para prebióticos, que servem de alimento para micróbios.

Esta visão de expansão do microbioma está mudando a forma como algumas pessoas pensam sobre os seres humanos – não como entidades individuais, mas como o que o filósofo Rosamond Rhodes chama de “superorganismo”.

“Nós não somos apenas nós por nós mesmos, mas uma combinação de nós e eles”, diz Rhodes. “E isso nos faz muito mais parte do nosso ambiente em oposição a algo independente e separado de nosso meio ambiente. Essas são mudanças muito radicais na forma como vemos a auto-identidade.”

Rhodes, que também é um especialista em bioética no Hospital Mount Sinai, em Nova York, diz que algumas pessoas podem achar essa ideia chocante ou bruta. “Mas eu acho que vai infiltrar-se lentamente em nossa cultura e compreensão, e mudando a nossa compreensão, consequentemente, mudamos o nosso comportamento em aspectos importantes.”

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