Uma microbiota intestinal saudável é a chave para prevenção do câncer

Uma microbiota intestinal saudável é a chave para prevenção do câncer

Imagem retirada do próprio artigo.

Artigo traduzido e adaptado por Juliana Praetorius Buchweitz.

Autor Ty Bollinger, conferir o texto na língua original.
Publicado dia 22 de julho de 2013.

O seu sistema imunológico e seu papel na prevenção do câncer realmente não recebem a atenção que merecem no paradigma dominante da medicina alopática.

Você seria duramente pressionado para encontrar um médico convencional ou perito médico que supostamente tem conhecimento suficiente para falar sobre a imunidade natural, no contexto de manter seu corpo livre de câncer. Porém não seria tão perito quanto poderia.

E, no entanto esta informação é de vital importância. Na verdade, este provavelmente é o aspecto mais negligenciado da prevenção do câncer que não está sendo falado pelo sistema médico convencional hoje. Supondo que você está recebendo todos os nutrientes que você precisa de alimentos e suplementos (e seu corpo esta efetivamente se livrando das toxinas), seu sistema imunológico deveria ser totalmente capaz de, por conta própria impedir naturalmente câncer de se instalar.

Então, porque não é este o caso para as dezenas de milhares de norte-americanos que são diagnosticadas com câncer a cada ano? A resposta poderia estar em um componente subestimado de seu sistema imunológico que está apenas começando a quebrar o molde tradicional de pensar sobre esta questão fundamental: microbiota intestinal.

Bactérias intestinais benéficas e Imunidade: Você está protegido?

Dentro de seu trato intestinal viver incontáveis trilhões de diversos micro-organismos que ajudam a digerir os alimentos adequadamente e proteger seu corpo contra bactérias nocivas. Este “ecossistema”, formado por bactérias benéficas, é muitas vezes chamado na literatura científica como o microbiota humano.

Um intestino saudável tem um papel importante tanto na reparação quanto na prevenção da doença.

Um estudo de 2011 publicado na revista Expert Review of Anti-infective Therapy explica em mais detalhes como o corpo humano depende de uma microbiota saudável para combater agentes infecciosos. Esta microbiota funciona em sinergia com o resto do sistema imunológico do organismo para prevenir a doença. Isso significa que esses minúsculos micro-organismos se fundem com o seu próprio ser, em um esforço coordenado para manter a homeostase, ou um estado saudável de equilíbrio e estabilidade.

Mas há muitas coisas que podem interferir com o funcionamento adequado da sua microbiota. Dentre elas má alimentação (alimentos processados são compostos “mortos” e não possuem as enzimas e bactérias necessárias para a saúde da sua microbiota), a poluição ambiental, o estresse crônico, falta de sono, e medicamentos como antibióticos.

Antibióticos, você deve saber, matam não apenas os agentes patogênicos prejudiciais, mas também as bactérias boas que seu corpo precisa para a função imunológica adequada.

Quando a microbiota intestinal de uma pessoa é danificada ou tirada do seu equilíbrio, temos condições adequeadas para formação de doenças.

Com o câncer, especificamente, a ciência está agora descobrindo como uma microbiota comprometida pode desencadear uma cascata de falhas do sistema imonológico em todo o corpo que, em muitos casos, leva ao crescimento do tumor e câncer.

Disbiose, inflamação e Câncer

Um estudo publicado no início deste ano na revista Science Translational Medicine demonstra a forma como uma disbiose ou uma “falha” na microbiota para sincronizar-se com o resto do sistema imunológico pode levar à formação de câncer, ou carcinogênese.

A publicação explica como estudos epidemiológicos têm relacionado danos na microbiota como um importante fator de risco no desenvolvimento do câncer.

Os investigadores acreditam que a disbiose intestinal pode provocar uma resposta inflamatória no trato gastrointestinal (GI) que, se não for tratado, pode conduzir a doenças do intestino tais como a doença de Crohn ou câncer colo-retal.

A microbiota gastrointestinal ajuda a proteger a mucosa intestinal e serve como “porteiro”. Eles (as bactérias) permitem que os nutrientes passem para a corrente sanguínea, bloqueando agentes patogênicos e toxinas que causam doenças.

Por isso,  faz sentido que uma falha na microbiota seja nada menos do que algo catastrófico.

Disbiose intestinal também tem sido associada a muitas outras formas de câncer,  como os cânceres da mama e do fígado. As várias respostas inflamatórias gerados por uma disbiose intestinal parecem ser de natureza sistêmica. Isso significa que eles afetam uma gama de sistemas em todo o corpo – tanto no intestino quanto fora dele.

A relação íntima entre a microbiota intestinal e o sistema imunológico é reconhecidamente complexa. Mas pode ser resumida assim: para que o seu sistema imunológico possa combater de forma eficaz e prevenir o câncer, sua microbiota deve estar em perfeita formada em todos os momentos. E a melhor maneira você pode garantir um intestino saudável, além de evitar os riscos que ameaçam sua integridade, é procurar alimentos e suplementos que ajudarão a enriquecê-lo.

Obtendo os probióticos que precisa

Você já deve ter ouvido sobre os probióticos antes. Esta classe de microrganismos nutritivos está finalmente ganhando atenção para seu papel na melhoria da saúde digestiva e melhora na imunidade.

Os probióticos são o que o que chamamos de alimentos “vivos”, ou alimentos que não foram “mortos” por meio do processamento, que se conservam próximos dos seus estados naturais. Probióticos também são encontrados em alimentos como laticínios fermentados (iogurte, kefir), vegetais cultivadas (chucrute, kimchi), pão de fermento real (feito a partir do arranque de estar), e até mesmo pickles (feito da maneira tradicional). Estes microrganismos são o que tornam esses alimentos altamente nutritivos e de fácil digestão.

Talvez você  não saiba, mas os probióticos vêm de uma mesma categoria de bactérias “boas” como as  que naturalmente compõem a sua microbiota. Eles são exatamente o que seu corpo precisa para repor todas as bactérias benéficas que tem sido danificadas ou que estão faltando – funcionando como o impulso que o seu sistema imunológico precisa para combater as doenças.

Alimentos cultivados ou fermentados são ricos em probióticos, combatem o câncer, e eles também contêm o que é conhecido como bactérias lácticas (lacto bactérias). Este é um tipo de probiótico que os estudos mostraram oferecer benefícios protetores específicos contra o câncer. Um estudo de 2010 publicado no International Journal of Food Sciences and Nutrition explica como bactérias lácticas e suas chamadas “substâncias celulares pro-bioativas” liberam enzimas no intestino que exercem efeitos anti-tumorais definitivos.

Outros estudos, incluindo um artigo 2013 publicado no Indian Journal of Medical Research, identificou cepas probióticas específicas, como Lactobacillus casei como um mecanismo imunomodulador baseado na ciência que ajuda a proteger o corpo contra muitos tipos de câncer e outras doenças. Lactobacillus casei é um dos probióticos mais populares disponíveis para os consumidores.

Não importa como você olha para eles, os probióticos são essenciais em qualquer regime anti-câncer e para um intestino saudável.

Se você já não esta fazendo uso delas, ou consumindo alimentos como iogurte que contêm probióticos naturalmente, você provavelmente deveria começar.

Os probióticos são apenas uma peça do quebra-cabeça anti-câncer, mas são uma peça muito importante que seu corpo simplesmente não pode prescindir.

Resumo do artigo

  • A microbiota intestinal é um componente subestimado de seu sistema imunológico que está começando a receber mais atenção.
  • Dentro de seu trato intestinal vivem trilhões de diversos micro-organismos que ajudam a digerir os alimentos adequadamente e proteger seu corpo contra bactérias nocivas. Esse benéfico “ecossistema” bacteriano é  chamado de microbiota.
  • Para que o seu sistema imunológico possa combater de forma eficaz e prevenir o câncer e outras doenças, a sua microbiota deve estar bem em todos os momentos. A melhor maneira você pode garantir um intestino saudável (além de evitar as exposições, como antibióticos), é procurar alimentos e suplementos que ajudarão a enriquecê-lo.
  • Os probióticos podem ser comprados como suplementos e também são encontrados em alimentos como laticínios fermentados, vegetais cultivadas, pão de fermento real, e até mesmo alguns pickles. Os probióticos são oriundos de uma mesma categoria de bactérias “boas” como o que naturalmente vive em sua microbiota. Seu corpo precisa dessas bactérias boas para repor possíveis bactérias que estejam faltando ou estejam em menor quantidade.
  • Cepas específicas de probióticos como Lactobacillus casei ajudam a proteger o corpo contra muitos tipos de câncer e outras doenças. Lactobacillus casei é um dos probióticos mais populares disponíveis para os consumidores.

Bactérias do intestino alimentam-se de químicos cerebrais

Bactérias do intestino alimentam-se de químicos cerebrais

Foto: Reprodução

Artigo traduzido e adaptado por Juliana Praetorius Buchweitz.

Autor Andy Coghlan, conferir o texto na língua original.
Publicado dia 1 de julho de 2016.

Foram descobertas bactérias em nosso intestino que dependem de um dos nossos produtos químicos do cérebro para a sobrevivência. Estas bactérias consomem GABA, uma molécula crucial para acalmar o cérebro, e o fato de que elas se alimentam desde composto pode ajudar a explicar por que a microbiota intestinal parece afetar o humor.

Philip Strandwitz e seus colegas da Universidade Northeastern, em Boston descobriram um novo tipo de bactéria que habita o intestino, chamada de KLE1738, eles só conseguiram que ela crescesse e se reproduzisse com moléculas de GABA.

Nada fez crescer, exceto GABA” Strandwitz disse enquanto anunciava suas descobertas no encontro anual da Sociedade Americana de Microbiologia em Boston no mês passado.

GABA atua inibindo sinais a partir de células nervosas, acalmando a atividade do cérebro, por isso é surpreendente saber que uma bactéria intestinal precisa dele para crescer e se reproduzir. Ter níveis anormais (baixos) de GABA está ligada à depressão e transtornos de humor, e este achado adiciona à evidência crescente de que nossas bactérias intestinais podem afetar nossos cérebros.

Tratamento da depressão

Um experimento em 2011 mostrou que um tipo diferente de bactérias do intestino, chamada Lactobacillus rhamnosus, podem alterar drasticamente a atividade GABA nos cérebros de ratos, bem como influenciar a forma como eles respondem ao estresse. Neste estudo, os pesquisadores descobriram que este efeito desapareceu quando removido cirurgicamente do nervo vago – que liga o intestino ao cérebro – sugerindo que de alguma forma as bactérias do intestino exercem influência sobre o cérebro.

Strandwitz está agora à procura de outras bactérias do intestino que consomem ou mesmo produzem GABA, e ele planeja testar os seus efeitos sobre o cérebro e comportamento dos animais. Esse trabalho pode eventualmente levar a novos tratamentos para distúrbios de humor como a depressão ou a ansiedade.

“Embora a investigação sobre as comunidades microbianas relacionadas a transtornos psiquiátricos possa não levar a uma cura, ele poderia ter relevância surpreendente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, disse Domenico Simone, da Universidade George Washington, em Ashburn, Virginia.

Manter-se saudável pode significar aprender a amar nossos micróbios

Manter-se saudável pode significar aprender a amar nossos micróbios

Imagem retirada do site NPR.

Artigo traduzido e adaptado por Juliana Praetorius Buchweitz.

Autor Rob Stein, conferir o texto na língua original.
Publicado dia 22 de julho de 2013.

Não muito tempo atrás, a maioria das pessoas pensava que micróbio bom era micróbio morto.

Mas, então, os cientistas começaram a perceber que, apesar de alguns deles realmente poderem nos deixar doentes e até mesmo  nos matar, a maioria deles não.

Na verdade, nas últimas décadas o discurso em relação as bactérias, fungos, vírus e outros micróbios que vivem em todo o nosso corpo mudou. Agora os cientistas dizem que não só são esses micróbios, muitas vezes não são prejudiciais, como na verdade não podemos viver sem eles.

“A grande maioria deles são benéficos e realmente essenciais para a saúde”, diz Lita Proctor, diretora do programa Projeto Microbioma Humano no National Institutes of Health. O projeto trabalha para identificar micróbios nas principais partes do corpo, incluindo o nariz, intestino, boca e pele, a fim de obter uma melhor noção do papel dos micróbios na saúde humana.

Esta mudança radical começou com uma realização muito simples.

“Quando você está olhando no espelho, o que você está realmente olhando é 10 vezes mais células microbianas do que células humanas”, diz Proctor, “Em quase todas as medidas que você pode pensar, somos mais micróbios que humanos”.

A legião de micróbios é tão grande que os seus genes inundam nossos genes. De fato, 99% dos genes contidos em nossos corpos são genes microbianos.

Os cientistas estão começando a perceber que os micróbios fazem muito mais que imaginávamos por nós. Sabemos há muito tempo que nós dependemos de bactérias para digerir os alimentos. Mas há uma crescente percepção de que eles são realmente como um órgão do sistema. Proctor diz: “Você sabe, você tem seus pulmões, você tem o seu coração e, você sabe, você tem sua microbiota“.

Esta semana, os cientistas do NIH e instituições de pesquisa estão reunidos em Bethesda, Md., Para debater o papel da microbiota na doença e na saúde humana, incluindo a obesidade, comportamento, doenças cardíacas e câncer.

Talvez uma das coisas mais importantes que a microbiota faz é treinar o sistema imunológico humano, desde o nascimento.

“Ele aprende desde cedo que microorganismos são simpáticos e como reconhecer os microrganismos que não são tão amigável”, diz David Relman, professor assistente de medicina na Stanford University School of Medicine, que estuda as relações entre micróbios e humanos.

Micróbios influenciam a quantidade de energia que queimam e a quantidade de gordura que armazenamos. Há ainda evidências de que os micróbios em nossos intestinos enviam sinais que podem afetar nossas mentes. Estes sinais podem afetar a forma como o cérebro humano se desenvolve, e os nossos humores e comportamento como adultos.

As pessoas que vivem em lugares como os Estados Unidos tendem uma diversidade muito menor na microbiota do que as pessoas que vivem em países menos desenvolvidos e tomam menos antibióticos. Que, alguns cientistas pensam, poderia ser um fator contribuinte para doenças humanas.

“À medida que os organismos estão sendo perdidos, muitas doenças dispararam”, diz Martin Blaser, que dirige o programa microbiota humano no Centro Médico NYU Langone. Ele enumera diabetes, doença celíaca, asma, alergias alimentares, obesidade e distúrbios do desenvolvimento, como o autismo como problemas de saúde que se tornaram mais comuns.

Mas muitos pesquisadores advertem que ainda estamos longe de saber se a microbiota está envolvida em qualquer uma dessas doenças e condições.

“Sim, a microbiota é importante”, diz Jonathan Eisen, professor que estuda genes, micróbios e evolução na Universidade da Califórnia, Davis. “Sim, a microbiota difere entre todos os tipos de estados de saúde e doença. Mas não, nós não sabemos qual tipo de microbiota causa esses estados de saúde ou doença.”

Ainda mais importante, Eisen diz: não sabemos como consertar um microbioma, mesmo se soubéssemos o que estava errado com ele.

Ainda assim, alguns médicos já começaram a realizar transplantes de microbiota. Transplantes fecais foram usados para curar pessoas com infecções com risco de vida com a bactéria Clostridium difficile. As bactérias do intestino do paciente são substituídas por novas colônias doadas por uma pessoa saudável.

Conseguir boas bactérias para expulsar as bactérias ruins também é a ideia por trás de probióticos, que são amplamente comercializados como suplementos de saúde. Mas ainda não é claro quais desses micróbios são úteis, e para quem. O mesmo vale para prebióticos, que servem de alimento para micróbios.

Esta visão de expansão do microbioma está mudando a forma como algumas pessoas pensam sobre os seres humanos – não como entidades individuais, mas como o que o filósofo Rosamond Rhodes chama de “superorganismo”.

“Nós não somos apenas nós por nós mesmos, mas uma combinação de nós e eles”, diz Rhodes. “E isso nos faz muito mais parte do nosso ambiente em oposição a algo independente e separado de nosso meio ambiente. Essas são mudanças muito radicais na forma como vemos a auto-identidade.”

Rhodes, que também é um especialista em bioética no Hospital Mount Sinai, em Nova York, diz que algumas pessoas podem achar essa ideia chocante ou bruta. “Mas eu acho que vai infiltrar-se lentamente em nossa cultura e compreensão, e mudando a nossa compreensão, consequentemente, mudamos o nosso comportamento em aspectos importantes.”

Microbiota intestinal e Câncer – Conheça a Conexão

Microbiota intestinal e Câncer – Conheça a Conexão

Imagem retirada do próprio artigo.

Artigo traduzido e adaptado por Juliana Praetorius Buchweitz.
Autor Prof. Keith Scott-Mumby MD, MB ChB, PhD, conferir o texto na língua original.

Vamos falar sobre sua flora intestinal e o câncer! Talvez você não saiba o quão importante é a sua condição intestinal (microbiota) para a prevenção do câncer.

Alerta: A saúde do intestino é um fator crítico

Um amigo meu recentemente apontou um artigo na Business News da Bloomberg, que mostrava que as principais correntes cientificas finalmente começaram a entender o que eu venho dizendo há uma década sobre a saúde do intestino! Os resultados choraram os pesquisadores, mas eu queria fazer uma cara de desapontado!

Sua microbiota intestinal vai ajudá-lo a prevenir e combater o câncer. Isso é um fato.

Cultivar boas bactérias intestinais é a sua primeira linha de defesa contra o câncer e muitas outras doenças graves. Isso é possível devido ao fato das bactérias impulsionarem o seu sistema imunológico, ajudando-o a lidar com toxinas, metais pesados, parasitas, fungos e bactérias nocivas.

Sendo assim, nutrir o sistema que protege você de tantas camadas (sua microbiota) de possíveis invasões de contaminantes deve ser o senso comum. Mas você ficaria chocado como muitos na comunidade médica não reconhecem a importância do sistema gastrointestinal na saúde total.

O homem que lidera a investigação na área de imunoterapia do câncer da Roche, Daniel Chen, disse, “Cinco anos atrás, se você tivesse me perguntado se as bactérias no seu intestino desempenham um papel importante em sua resposta imunológica sistêmica, eu provavelmente teria rido.”

E assim muitos médicos tem deixado passar despercebido, de novo e de novo, enquanto médicos como eu queria sacudi-los e gritar: “Como você pode não entender a ciência do presente? Como você pode não ver a conexão entre a saúde do intestino e câncer (e doença cardíaca, doença neurodegenerativa, dor crônica…)?

O papel do sistema imunológico contra o câncer

A fim de impulsionar o sistema imunológico, para prevenir o câncer (e muito mais), você precisa aumentar sua colônia de boas bactérias intestinais. Assim você permite que suas entranhas combatam o câncer. Você permite que eles sejam seu “guardião”.

A pesquisa da Universidade de Chicago descobriu que o aumento de bactérias do intestino ratos (especificamente com Bifidobacterium) igualou os resultados da imunoterapia (usando o sistema imunológico do corpo para atacar o cancro) em retardar o crescimento de células de câncer melanoma!

Eles, então, combinados os dois (bactérias do intestino e imunoterapia) alcançaram o sucesso que foi comparável às drogas anti-câncer.

Outro estudo referenciado na Bloomberg, da França. Os pesquisadores observaram que algumas bactérias intestinais saudáveis foram ativadas quando a imunoterapia foi administrada.

Estamos falando de luta contra o câncer sem destruir todas as células saudáveis em seu corpo! Usando o seu próprio corpo para lutar por você – e não a criação de um deserto nuclear das suas células saudáveis (e absolutamente o nivelamento do seu sistema imunitário). Saúde intestinal e prevenção do câncer andam de mãos dadas .

Eu estive gritando isso aos quatro ventos, desde a década de 1980, enquanto era ignorado pelos estabelecimentos médicos e farmacêuticos. Parece que os cientistas e médicos tradicionais estão finalmente vendo que há melhores maneiras de combater o câncer do que destruir todo o seu corpo no processo.

A supremacia de sua microbiota na luta contra o câncer

A microbiota humana é uma incrível rede de 100 trilhões de organismos que vivem dentro e no corpo. Eles são feitos de bactérias benéficas, bem como fungos, vírus e bactérias que não são tão benéficas. Precisamos desse microcosmo para sobreviver. A relação entre eles e os seres humanos que eles carregam é simbiótica na natureza.

Antibióticos perturbam esta relação de forma semelhante a como a quimioterapia afeta o corpo humano. A quimioterapia destrói células perfeitamente saudáveis, não-cancerosas dentro de você, juntamente com as células cancerosas. Da mesma forma, os antibióticos acabam com todas as bactérias (o tipo mau, bem como o tipo bom que você não pode viver sem).

Por anos, eu apontei para o uso excessivo de antibióticos como uma das principais causas do aumento dos casos de câncer. Destruir o que te mantém saudável simplesmente não é um bom método de tratamento.

Como criar sua Microbiota

Construção de sua microbiota intestinal é o caminho para prevenir o câncer, ajudar na luta contra o câncer, e viver uma vida mais longa, mais saudável em geral. Há três “importantes PILARES ” de luta contra o câncer… Todos os quais ajudam a melhorar a saúde do sistema gastrointestinal.

  • PILAR UM – Limpeza Emocional: O estresse é conhecido nas comunidades tradicionais e alternativas como uma das principais causas da inflamação. É uma coisa  que todos concordam (embora a resposta de medicina tradicional seja outra prescrição). A inflamação é o bloco de construção de todas as doenças conhecidas. Em outras palavras, o estresse vai matá-lo através do câncer, ataque cardíaco ou doença auto-imune se você permitir que ele controle sua vida.
  • PILAR DOIS – Desintoxicação: Poluição pessoal é tão terrível como a poluição ambiental, e estamos rodeados por ambos. Há uma série de contaminantes em nosso solo, água e ar. Isso significa que estas toxinas são também em nossa alimentação. O controle está com você. Você pode controlar o que você coloca no seu corpo, e como você mantem os ambientes em que vive. Então você precisa trabalhar em remover a “sopa tóxica” dentro de você para que seu corpo possa começar uma limpeza profunda.
  • PILAR TRÊS – Dieta: Qualquer um (profissional médico ou não) que lhe diz que a dieta não afeta a sua saúde ou a capacidade de combater a doença é um mentiroso. Dieta é tudo. O que você escolhe para colocar em sua boca pode significar a diferença entre a vida e a morte. Portanto, grande parte da nossa saúde intestinal está ligado ao que comemos e bebemos.

O caminho mais rápido para construir e fortalecer suas bactérias benéficas está seguindo estes três pilares e, em seguida, aplicá-las em cada área de sua vida.

Saúde intestinal e prevenção do câncer pertencem um ao outro. É provável que esta seja a principal razão pelo qual os povos nativos têm uma taxa inexistente de câncer. Eles têm muito menor exposição a toxinas, não são inundadas com o estresse, e consumem uma dieta de alimentos crus, naturais que não são processados.

Eles também não enchem seus corpos (ou os corpos de seus filhos) com antibióticos a cada momento. Na verdade, eles não têm nenhuma exposição a drogas farmacêuticas! Esta é certamente uma das principais diferenças!

A parte dos lucros (porque há sempre uma parte que envolve lucros)

Abomino o lucro e fome da indústria farmacêutica como um todo (e percebo que o seu interesse é apenas em encontrar outra fonte de renda). Mas eu realmente estou chocado que eles estão explorando essas vias de estudos. Infelizmente, eles provavelmente irão desenvolver alguma pílula “mágica” que implante bactérias sintéticas em seu intestino para substituir os que você tem naturalmente.

Você sabe, tudo que é “natural” é explorado e transformado visando lucro.

Roche AstraZeneca está olhando para suas pesquisas como uma possível terapia de tratamento para o câncer. Se eles desenvolverem uma terapia para o câncer que dependa de bactérias intestinais saudáveis, eles vão ganhar a patente. Vão arrecadar lucros incríveis, e somente aqueles que podem pagar terão acesso.

É por isso que é fundamental que você comece a construir a sua microbiota pessoal agora. Melhorar o que já esta vivendo em seu intestino agora… Apenas esperando para ajudá-lo.

Ame a sua microbiota intestinal

Engolir probióticos (em capsulas) vai te custar uma fortuna e as chances de sucesso são pequenas. Estes organismos simplesmente não prosperam em um ambiente ruim. Os três pilares são cruciais. Comece com a limpeza emocional e desintoxicação.

Uma vez feito isso, você vai precisar de um ataque de duas fases na dieta:

  • Fase Um: Incorporar uma fonte de alimento que bactérias intestinais saudáveis comem para sobreviver, sob a forma de pré-bióticos. Chicória, alho, cebola, alho-porro, cebolas, espargos, beterraba, dente de leão verdes, erva-doce, ervilhas, couve, nozes e sementes, dentre outros.
  • Fase Dois: Incorporar uma variedade de alimentos probióticos para diversificar as bactérias saudáveis em seu intestino. iogurte fermentado, kefir, chá de kombucha, tempeh, kimchi, couve, vegetais em conserva (em salmoura – não vinagre), carne fermentada (por exemplo, carne de sol) e peixe (sardinha).

Se você pode, você simplesmente deve optar por amamentar seu recém-nascido. O leite materno é uma fonte incrível de compostos prebióticos naturais. Não há nenhuma outra substância como ele na terra que contenha tantas substâncias boas. O bebê pega as bactérias do canal vaginal da mãe e recebe alimento prebiótico para as bactérias através do leite materno.

A conexão entre a saúde do intestino e câncer é real. Não há nenhuma razão você não pode começar a comer hoje para a prevenção do câncer ou para lutar contra esta doença horrível. Eu acredito no microbioma humano e eu sei que você vai também. Uma vez que você começar a amar seu intestino, você vai se sentir incrível!

Contamos com heróis de saúde como você para nos ajudar a espalhar a palavra sobre esta informação importante, salvando a vida. Compartilhe com os amigos.

Metformina: Prejudicial ou benéfica para as bactérias do seu intestino?

Metformina: Prejudicial ou benéfica para as bactérias do seu intestino?

Surpreendentemente, uma pesquisa constatou que a metformina na verdade  aumenta as boas bactérias no seu intestino, explica HealthDay News: “A metformina parece provocar mudanças favoráveis para as bactérias intestinais, de acordo com um estudo publicado on-line 02 de dezembro na  Nature.”

Em um estudo com 784 participantes com e sem diabetes tipo 2 na China, Dinamarca e Suécia, os resultados revelaram claramente que a metformina afeta positivamente as bactérias no intestino, melhorando a capacidade das bactérias para produzir ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Estes ácidos graxos são conhecidos pela sua capacidade de diminuir os níveis de glicose no sangue.

“Os pesquisadores também descobriram que os pacientes que tomam metformina têm mais bactérias do tipo coliformes em seus intestinos, o que pode explicar por que a droga causa efeitos colaterais, como inchaço e aumento da flatulência”, explica HealthDay News.

Como são os resultados da metformina comparados com outras drogas orais para diabetes tipo 2? Até agora, nenhuma outra droga para tratamento de diabetes demonstrou um impacto similar ou qualquer impacto sobre a melhoria bactérias do intestino.

O estudo também concluiu sobre a ligação entre a diabetes tipo 2 e as bactérias do intestino de uma forma geral:

“Ao estudar pacientes com DM2 que não estão sendo tratados com metformina, descobriu-se que – independentemente se eles eram da Dinamarca, China ou Suécia – tinham menos bactérias que produzem os  saudáveis ácidos graxos de cadeia curta”, explica o autor sênior Oluf Borbye Pedersen, MD, professor do Center for Basic Metabolic Research na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Ainda estão sendo realizados estudos para determinar se a falta de certas combinações de espécies de bactérias intestinais produtoras de ácido graxo pode ser um dos fatores que contribuem para a diabetes de tipo 2.

Deixando de lado os efeitos colaterais, você experimenta resultados positivos em seus níveis de açúcar no sangue enquanto estiver a tomar metformina? Isso pode ter algo a ver com seu intestino!

Os benefícios para saúde de tomar probióticos

Os benefícios para saúde de tomar probióticos

Imagem retirada do site Chris Kresser

Artigo traduzido e adaptado por Juliana Praetorius Buchweitz.

Autor Harvard Health Publications, conferir o texto na língua original.
Revisado dia 1 de Dezembro de 2015.

As bactérias têm a reputação de causar doenças, então a ideia de “colocar para dentro” alguns bilhões delas por dia para melhorar a sua saúde pode parecer – literal e figurativamente – difícil de engolir. Mas um crescente corpo de evidências científicas sugerem que você pode tratar e até prevenir algumas doenças com alimentos e suplementos que contenham certos tipos de bactérias vivas. Os europeus do norte consumem uma grande quantidade destes microrganismos benéficos, chamados probióticos (de pro e biota, que significa “pro vida”), devido a sua tradição de comer alimentos fermentados por bactérias, como iogurte. Bebidas probióticas também são popularmente utilizadas no Japão.

O entusiasmo relacionado a tais alimentos é grande nos Estados Unidos, mas o interesse em suplementos probióticos está em ascensão. Alguns especialistas em doenças digestivas estão recomendando probióticos para transtornos que frustram a medicina convencional, como a síndrome do intestino irritável. Desde meados da década de 1990, estudos clínicos sugerem que a terapia com probióticos pode ajudar a tratar várias doenças gastrointestinais, atrasar o desenvolvimento de alergias em crianças, e tratar e prevenir infecções vaginais e urinárias nas mulheres.

A auto-administração de bactérias não é tão estranho quanto pode parecer. Estima-se que 100 trilhões de micro-organismos, representados por mais de 500 espécies diferentes, habitam cada intestinal normal, saudável. Estes microrganismos (ou microflora, microbiota) geralmente não nos deixam doentes; pelo contrário, são úteis. Bactérias que vivem no intestino manter patógenos (micro-organismos nocivos) longe, ajudam a digestão e absorção de nutrientes, e contribuiem para a função imunológica.

Probióticos e questões gastrointestinais

O melhor uso de terapias com probióticos tem sido no tratamento da diarreia. Os ensaios clínicos controlados têm mostrado que Lactobacillus GG pode encurtar o curso da diarreia infecciosa em lactantes e crianças (mas não adultos). Embora os estudos são limitados e os dados são inconsistentes, duas grandes revisões, realizadas em conjunto em conjunto, sugerem que os probióticos reduzem a diarreia associada a antibióticos em 60%, quando comparado com um placebo.

Os probióticos podem também ajudar as pessoas com a síndrome da doença do intestino irritável de Crohn. Resultados dos ensaios clínicos ainda não são conclusivos, mas vários estudos sugerem que determinados probióticos podem ajudar a diminuir a colite ulcerosa e prevenir a reincidência da doença de Crohn e a recorrência de bolsite (uma complicação de cirurgia para tratar a colite ulcerativa). Devido ao fato destes distúrbios serem frustrantes para tratar, muitas pessoas estão utilizando probióticos como uma tentativa, antes mesmo de evidência apontarem quais cepas são mais efetivas. Mais pesquisas são necessárias para descobrir quais cepas funcionam melhor e em quais condições.

Probióticos e a saúde vaginal

Os probióticos podem também ser de utilização na manutenção da saúde urogenital. Como o trato intestinal, a vagina é um ecossistema muito equilibrado. Os dominantes lactobacilos normalmente tornam a vagina muito ácida para micro-organismos nocivos sobreviverem e se reproduzirem. Mas o sistema pode ser desequilibrado por um número de fatores, incluindo antibióticos, espermicidas e pílulas anticoncepcionais. Tratamento com probiótico restaura o equilíbrio da microflora e pode ser útil para tais problemas urogenitais femininos comuns, como a vaginose bacteriana, infecção por fungos, e infecção do trato urinário.

Muitas mulheres comem iogurte ou inserem na vagina para tratar infecções fúngicas recorrentes, um remédio “popular” para o qual a ciência médica oferece suporte limitado. A administração oral e vaginal de lactobacilos pode ajudar no tratamento de vaginose bacteriana, embora não haja provas suficientes para recomendação destas abordagens menos convencionais. (A vaginose deve ser tratada porque cria riscos de complicações relacionadas com a gravidez e doença inflamatória pélvica) O tratamento com probióticos para infecções do trato urinário ainda esta sendo em estudado.

Os probióticos são de uma forma geral considerados seguros – eles já estão presentes em um sistema digestivo normal – embora haja um risco teórico para as pessoas com a função imune danificada. Certifique-se os ingredientes são claramente indicados no rótulo e familiares para você ou seu médico. Não há nenhuma maneira de julgar a segurança de misturas não identificadas.

Nos Estados Unidos, a maioria dos probióticos são vendidos como suplementos alimentares, que não se submetem ao processo de teste e aprovação que as drogas fazem. Os fabricantes são responsáveis por garantir que eles são seguros antes de serem comercializados e que quaisquer reivindicações feitas no rótulo são verdadeiras. Mas não há nenhuma garantia de que os tipos de bactérias listadas na etiqueta são eficazes para ajudar na condição por qual você os comprou. Os benefícios de saúde são específicos algumas cepas, e nem todas as cepas são necessariamente úteis, então você pode querer consultar um médico familiarizado com probióticos para discutir suas opções. Como sempre, deixe o seu médico ou nutricionista te ajudar a tomar qualquer decisão relacionada a sua saúde.

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